Sempre sento do lado esquerdo do ônibus quando saio da análise  porque as lojas do lado esquerdo da rua são melhores. Vou passando e anotando mentalmente tudo que vi nas vitrines de interessante. Sexta-feira à tarde na Visconde de Pirajá e lá se vai mais um engarrafamento consumista.

22/10/2008

Até eu descobrir como se posta música no wordpress ou como se importa um wordpress no blogger. Humpft.

11/10/2008

“Um brinde da minha espumante vagabunda a todos aqueles que compram a briga, que pagam pra ver, que mergulham sem equipamento, que saltam sem rede de proteção, que não testam a água da piscina com o pezinho, que não exigem firma reconhecida em cartório, que estouram o limite do cheque especial, que passam a mão na cabeça do pitbull, que não querem carta assinada por congressista, que não precisam saber a cotação do dólar, que não temem o porvir. Ou o temem, mas que mesmo assim não deixam de agitar uma capa vermelha bem na cara dele.” 

(Não vou dizer de quem é pro blog não ficar monotemático)

Não vou nem comentar o fato de a criatura aqui ter aparecido no lançamento e no blog da Cora Ronái (que tirou a foto) com uma maldita sacola da Drogasmil pendurada no braço, para não ficar repetitivo. A Fal é uma fofa, eu e Tatu nos comportamos direitinho, a despeito de nossos problemas de socialização e vontade de ir embora correndo, com o saco duplo da Drogasmil enfiado na cabeça. Tomamos um chocolate quente, colocamos etiquetinha com nome, compramos O Nome da Cousa,  cumprimentamos a Fal e conhecemos pessoas. Tudo muito civilizadamente e sem grandes constragimentos. Isso se eu não contar minha interpelação da Fal nos corredores da Tv Brasil, falando coisas desconexas, depois dela dar entrevista no Sem Censura. Porque senão não seria eu.

(Eu me sinto invariavelmente ridícula e constrangida no convívio social,  mas não contem pra Jupira.) 

Diário

11/10/2008

11/10/2008

Eu quero matar meu marido agora. Não obstante o fato de que cerveja é a única coisa que nunca falta na  nossa geladeira, ele ainda coloca a geladeira numa temperatura que SÓ é boa pra cerveja, de maneira que, se eventualmente houver qualquer outra coisa na geladeira além de cerveja, estraga. E qual não foi minha surpresa, ao perceber, nessa bela manhã de sábado, que estourou uma lata de coca zero na geladeira que cagou a geladeira inteira. Tudo bem, vou relevar esse fato, a empregada lava segunda. Tomarei meu café com cream cracker mole, toddynho e requeijão vencido tranquila e alegremente, pensei. Ha-ha-ha, disse o destino. Isso se o requeijão não estivesse TOTALMENTE CONGELADO. Café da manhã com cream cracker, toddynho e requeijão vencido é um luxo para poucos.

(Repeti a palavra geladeira cinco vezes, mas foda-se)

Caderno de sonhos

09/10/2008

Março de 2007.

Festa com muita gente. Chique. Wong está lá (eu sei, Clarisse, eu sei). Também não é uma festa. Tem uma disputa, mas só eu e o cara do mal percebemos, algo sobre jogar talheres no mar.

(Os sonhos serão descritos exatamente como constam no caderno, escrito de manhã, ainda na cama, antes de abrir o olho. A ordem é aleatória, não cronológica. Estamos abertos a toda sorte de interpretações: baratas, filosóficas, astrológicas, psicanalíticas. Tudo junto, melhor ainda. Te prepara, Jupira.) 

08/10/2008

Sabe que eu tô gostando do meu cabelo hoje? Anota aí: passar ativador de cachos e secar com papel toalha (da cozinha mesmo). Tirei a foto hoje vou assim porque minha bunda tava enooorme. Mas vou colocar outra. Ou bunda ou foto. Como previsto, havia desistido de ver Mamma Mia, mas Gueixa, que é gente que faz, ligou às oito e disse: vamu? Eu, que sou dessas mulheres que só dizem sim, fui, claro. Agora tenho que terminar um trailler e dormir e estar no trabalho sete da mañana, linda e japonesa, batendo ponto. Ah, tá, o filme. Abba é divertido, Meryl é divina, e musicais são minha vida. Mas The Winner Takes it All foi um pouco demais pra minha terça feira. Juro, com Abba, Meryl, Grécia e Pierce Brosnan rebolando com Waterloo, dava pra fazer melhor. O grande Abba film continua sendo esse:

 

(Esse post não contém nenhuma novidade para a Gueixa, que me encontrou hoje. Estou convencida: ou o blog ou a vida. Ter os dois minimamente interessantes é inviável.)

07/10/2008

Quem faz análise não tem blog, mas eu insisto. É que hoje eu tropecei em um cachorro na rua e falei: desculpa. Hoje eu fiquei dando voltas no elevador do prédio da minha análise porque esqueci de apertar o 11 e depois esqueci de sair do elevador. Hoje eu fiquei andando pela casa com dois sapatos diferentes para escolher qual ia usar e saí assim mesmo. Depois voltei e troquei. Hoje não entendi nada que minha analista falou. Mas ela disse que era normal a minha “negação” ou whatever. Hoje estou almoçando em casa porque esqueci um dvd que tinha que levar pro trabalho. Ontem, aliás, trabalhei doze horas, coisa que não é do meu feitio. (Sério, vai lá ver minha folha de ponto. Entrada: 8:12. Saída: 19:31. Tá, não foram 12. Droga.) Hoje eu vou pro trabalho ouvindo Dance, Dance, Dance da Lykke Li. E fui pra análise ouvindo o novo do Keane. Hoje eu não tenho muito o que fazer no trabalho aí vou ficar lendo As Últimas Sessões (de análise de Marilyn Monroe). Hoje vou tentar ver Mamma Mia no Roxy. Mas provavelmente não conseguirei. É que hoje eu tô meio lesada.

01/10/2008

“Em caso de dor, ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema, dê um sorriso
Ainda que amarelo
Esqueça seu cotovelo
Se amargo for já ter sido
Troque já este vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada milágrimas sai um milagre
Em caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa
Coma somente a cereja
Jogue para cima, faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra apenas, viva apenas
Sendo só fissura, ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena, reze um terço
Caia fora do contexto, invente seu endereço
A cada milágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre
A cada milágrimas sai um milagre”

(Alice Ruiz e Itamar Assumção)

 

 

“Se acaso, por um momento, teu coração, como o de teu pai, ficar vazio, arruma a casa, abre a janela, põe tua roupa nova – para que o vento a caminho, mais uma vez, te arrebate vivo.” 

(Paulo Mendes Campos)

 

Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo, claro, mas não queremos fazer do blog (ou da vida?) um fado. Então vamos comprar um roupa nova na Renner, passar blush Vult, botar Gonzaguinha bem alto na vitrola e parar de reclamar da vida. Mas só um pouquinho.

(Jupira essa semana fez hora extra, mas passa bem)